10 de novembro de 2009



5 de novembro de 2009

Aprendendo a Valorizar





Pequenos gestos podem revelar grandes questões



Vivemos em uma sociedade que está se tornando cada vez mais 'antropófaga', não no sentido de antropofagia literária e cultural da Semana de Arte Moderna de 1922. O ponto aqui, são pessoas devorando-se mesmo, atropelando-se, sufocando-se mutuamente nos negócios, nas amizades, nas famílias e até nas igrejas. A competição e o ciúme selvagem têm drenado toda energia e a transformado em ácido que corrói os relacionamentos.


Se alguém recebe mais atenção, se torna alvo de inveja. E por outro lado, o invejado se sente superior, esquecendo-se de que a vida é como uma gangorra - quem sobe desce, e quem desce, sobe e as situações de inveja também se invertem.


E são esses os sentimentos nobres que habitam em nossos corações a maior parte do tempo. Mentira??? Verdade!!!


Não é agradável fazer esse 'Raio X', mas é necessário que tenhamos a conscientização, a percepção de nosso conteúdo para que possamos entender o motivo de Jesus ter vindo morrer na cruz por nós.


2 Coríntios 5.21 diz:


'Em Cristo não havia pecado. Mas Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus'.


Ou seja, enquanto acharmos que somos íntegros, puros, não vamos correr para a fonte do perdão: Jesus. Somente quando nos deparamos com a verdade sobre nós mesmos é que partimos em busca de uma solução. E essa solução já foi providenciada por Deus quando enviou seu próprio filho para nos substituir na cruz. Deus aceitou o sangue ali derramado. Resta-nos, então, estender as mãos e agarrar essa solução. Receber o que ele fez por nós, ser gratos e procurar viver de forma que o agrade. Esta, em resumo, é a doutrina da salvação.


Porém, não vivemos de forma contemplativa ocupando nossa mente só com esse assunto, apesar dele ser fascinante. A vida é prática, ativa. Como aplicar esse contexto no dia-a-dia? A salvação nos mostra que Deus nos ama, e nós devemos, também, demonstrar aos outros nossa apreciação por eles. Essa pode ser uma forma de 'praticar' esse princípio. E ao agirmos assim, estaremos incentivando as pessoas a adquirirem uma auto-estima saudável.


E aí, tocamos em um ponto polêmico. Há quem diga que não devemos incentivar essa área, porque já somos por natureza autocentrados e egoístas. Então, como ficamos?


A Bíblia, novamente, nos mostra o que fazer:


'Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um'.


Romanos 12.3


Moderação é a palavra chave, pois elimina as polarizações que formam os famosos complexos de inferioridade, ou superioridade. Ou seja: somos sim, miseráveis pecadores, mas Jesus veio do céu para nos salvar. Então, ao mesmo tempo em que reconhecemos nossa falha, entendemos que é exatamente ela que nos qualifica para a graça de Deus. E Ele veio porque nos amou como somos, como estamos, cheios de sentimentos desconexos e contradições.


Pode haver maior valorização do que essa? Somos especiais para Deus e quando vislumbramos seu amor temos de nos render à essa evidência.


Então, se Deus nos valorizou a esse ponto, nós também devemos valorizar os que estão ao nosso redor, sem medo de 'estragá-los'. E como podemos fazer isso? De forma bem prática e pragmática. Podemos olhar com o intuito de enxergar. Todos têm pontos positivos e negativos. Os negativos servem para que não nos vangloriemos, e os positivos para que elogiemos. Nossa tendência é reparar mais os negativos do que os positivos. Às vezes, é pela própria tendência da inveja, às vezes é por hábito, como quando fazemos uma revisão para corrigir os erros de português em um texto. Seja qual for o motivo, devemos pedir que Deus nos ajude a ver os pontos positivos e a verbalizá-los. Pessoas incentivadoras são cada vez mais raras, nesta época de egoísmo exacerbado.


Podemos nos treinar em detectar os pontos positivos e elogiá-los. Dessa forma, o ambiente em que estivermos inseridos poderá ficar mais agradável, pois pessoas incentivadas produzem mais e com isso se tornam mais realizadas e felizes.


Que possamos nos treinar a valorizar os que nos rodeiam, sejam familiares, colegas, amigos ou irmãos, pois...


'... como é boa a palavra certa, na hora certa!'


Provérbios 15.23



Iara Vasconcellos é tradutora e editora da Revista Lar Cristão. Casada com João Marcos Vasconcellos atuam na área de ensino da Igr. Bat. do Morumbi /S.Paulo.

Doença psicosomática têm fundo emocional






Doença psicosomática têm fundo emocional

A baixa-auto estima tem conseqüências nefastas nas áreas física, emocional e espiritual



Existem alguns pacientes adultos que entram nos consultórios e permanecem o tempo todo de cabeça baixa, falando com um fio de voz e, dificilmente encaram o médico. Existem outros, na maioria mulheres, que não falam o que estão sentindo, pois são sufocadas e dominadas pelo cônjuge, ou acompanhante, o qual informa os sintomas apresentados, os exames realizados e a medicação atual. Nesses casos, quando nos dirigimos ao paciente e pedimos que ele mesmo informe suas queixas, até o fazem, mas constantemente olham para o acompanhante, como que esperando aprovação por suas palavras.


Há também jovens que ao entrar pela porta, já vão se curvando, parecendo tão abatidos como se tivessem um século de vida. Ao serem perguntados sobre seus objetivos, informam:


- Não sei, doutor. Não consigo fazer nada. Tudo que me proponho a fazer dá errado!


Seus semblantes são tristes e andam cabisbaixos. Seus olhos não têm vida. São curvados como caracóis querendo se esconder dentro da casca.


Pessoas assim são acometidas, primeiramente, por uma doença emocional chamada Baixa Auto-Estima, que é de onde procedem os problemas físicos. Algumas, naturalmente, pela baixa estima passam a ter suas vidas dirigidas por outras.


A idade não conta. São adultos e crianças que crêem não ter valor. Seus sintomas estão sempre ligados ao emocional. Mesmo quando são queixas físicas, os exames complementares nada mostram. Os mais comuns são: dores migratórias pelo corpo, desânimo intenso, problemas digestivos e intestinais, depressão, problemas de pele e respiratórios, problemas de sono, pensamentos suicidas, sentimentos internos de revolta.


Em geral, essas pessoas cresceram sem saber o que é um elogio. Sem ouvir um 'eu amo você'. Viveram sempre debaixo de críticas ferinas, sendo depreciadas pelos que as cercam. Meninas com essas características costumam se entregar ao primeiro 'namorado' que as elogia e quando adultas dificilmente são felizes em seus casamentos.


Essa doença ataca homens e mulheres, não importa a idade. Outra clássica característica é que ao encontrar um revés na vida, se abatem facilmente e surgem logo com a frase chavão: 'Estava bom demais pra ser verdade' ou 'eu sabia... nada do que eu faço dá certo, mesmo!'. Eles não acreditam que uma pessoa possa ser feliz independentemente de recursos materiais, beleza física e talentos mais destacados.


Um problema que ocorre paralelamente e que impulsiona para baixo a auto-estima é o da auto-aceitação. As pessoas que não aceitam a maneira como Deus as fez, seja sua parte física, dons e talentos ou o lar em que nasceram, irão, com certeza, ter uma baixa estima no futuro. Isso pode levá-las a um conflito com o Deus Criador e a outras conseqüências nefastas na vida espiritual. Se não amam a si mesmas, como poderão amar os outros? (Pois o referencial é amar ao próximo como a nós mesmos). Como entender que Deus as ama, se não aceitam a maneira que Ele as criou? Como confiar em Deus, 'se Ele errou' ao me fazer dessa forma?


Todo esse histórico leva as pessoas a não perceber que são especiais, que não foram criadas por acaso, que suas vidas foram compradas por preço de sangue divino.


Em geral, adquire-se problemas de auto-aceitação quando se é proveniente de uma família onde só reinam críticas, os elogios são escassos e as cobranças intensas. É praticamente inevitável que essa pessoa, ao atingir as fase da adolescência e adulta, apresente uma auto-estima baixa.


Mas, há uma boa notícia: a baixa auto-estima pode ser tratada e deve passar, necessariamente, por alguns processos em que cada pessoa precisa entender que foi Deus quem a criou e que ela é muito especial para Ele.


'A primeira receita', então, é ler os dois trechos bíblicos abaixo e lembrar do imenso amor que Deus tem por nós.


Depois, olhe para a listinha do final do artigo e orando, procure dar os passos ali detalhados. A vida é preciosa, não deixe que a baixa auto-estima a roube de você!


'Por que estás abatida ó minha alma e por que te perturbas dentro em mim. Espera em Deus,


pois ainda o louvarei.'


Salmo 42.11


'Tu me cercas por trás e por diante, e sobre mim pões a tua mão. ...


Pois tu formaste o meu interior,


tu me teceste no seio de minha mãe.


Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso


me formaste...'


Salmo 139. 5 e 13,14


Você...


t ... é tão especial que Jesus morreu em seu lugar.


t ... não está solto(a), sem rumo, mas Deus tem um propósito específico para a sua vida.


t ... precisa aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal.


t ... precisa buscar tratamento para alguma área de auto-aceitação que a incomode (defeito físico etc.).


t ... precisa fazer um tratamento com um psicólogo ou psiquiatra cristão.


t ... deve aceitar o fato que, possivelmente, precisará tomar alguns medicamentos durante o tempo de tratamento.


Nem todos precisarão tomar todos os passos. Alguns poderão não precisar de apoio psicológico, outros, sim. Uns levarão mais tempo, outros menos. Cada caso é um caso. Portanto, não deixe de dar os passos necessários, caminhar e orar. O Pai vai ao nosso lado! Quer maior incentivo?



Dr. Luiz Antonio Caseira É médico fisiatra, tendo sido professor do curso de Medicina da Universidade do RJ. É vice-diretor de 'Vencedores por Cristo', casado com Ângela e pai de dois filhos.

29 de outubro de 2009

20 de outubro de 2009

Pensamentos




15 de outubro de 2009

Ao MESTRE com carinho!

"O professor disserta sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme,
Cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudí-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.
O rofessor baixa a voz,
Com medo de acordá-lo."

Carlos Drummond de Andrade

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

"Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro."

Normose




Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?


Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.


A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?


Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.


Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.



Martha Medeiros

21 de setembro de 2009

Rosas - Ana Carolina



Você pode me ver
Do jeito que quiser
Eu não vou fazer esforço
Pra te contrariar

De tantas mil maneiras
Que eu posso ser
Estou certa que uma delas
Vai te agradar...

Porque eu sou feita pro amor
Da cabeça aos pés
E não faço outra coisa
Do que me doar
Se causei alguma dor
Não foi por querer
Nunca tive a intenção
De te machucar...

Porque eu gosto é de rosas
E rosas e rosas
Acompanhadas de um bilhete
Me deixam nervosa...

Toda mulher gosta de rosas
E rosas e rosas
Muitas vezes são vermelhas
Mas sempre são rosas...

Se teu santo por acaso
Não bater com o meu
Eu retomo o meu caminho
E nada a declarar
Meia culpa, cada um
Que vá cuidar do seu
Se for só um arranhão
Eu não vou nem soprar...

Porque eu sou feita pro amor
Da cabeça aos pés
E não faço outra coisa
Do que me doar
Se causei alguma dor
Não foi por querer
Nunca tive a intenção
De te machucar

Porque eu gosto é de rosas
E rosas e rosas
Acompanhadas de um bilhete
Me deixam nervosa...

  • "O tolo se diverte com as suas tolices, mas o sábio faz o que é certo."
provérbios de Salomão 15.21

  • "A pessoa sábia não desce pelo caminho da morte, mas sobe pela estrada da vida."
provérbios de Salomão 15.24



Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)




A Fábula do Reino do Absurdo



  • Absurdo é não rir, é não chorar, é não viver com intensidade.

  • No Reino do Absurdo as pessoas não riem, nem choram e nem vivem, muito menos com intensidade...

  • Absurdo é não amar, é não ter raiva, é não expressar livremente o que se pensa.

  • No Reino do Absurdo as pessoas parecem insensíveis tanto ao amor quanto a raiva;

  • Expressar livremente o que se pensa leva as pessoas a loucura, é o que se pensa no Reino do Absurdo, já que naquelas terras a normalidade reside em falar apenas aquilo que os outros querem ouvir de você...

  • Absurdo é não silenciar, é não vibrar e também é não pensar com profundidade.

  • No Reino do Absurdo, quem silencia e apenas escuta é tolo, quem não vibra está de acordo com a maré e quem pensa com profundidade apenas perde tempo...

  • Absurdo é render-se a modorra, a mesmice, a continuidade que nos faz cada vez menos nós mesmos.

  • Cada vez menos somos nós mesmos em terras do Reino Absurdo...

  • A modorra e a mesmice tomaram conta de todos os habitantes deste Reino que, de imaginário, nada tem...

  • Para os que pensam que a fábula do Reino do Absurdo refere-se a uma terra muito, muito distante, diz o bardo ou o bobo da corte (pois nem reis , nem magos ou bruxas estão conseguindo mais perceber o que acontece ao seu redor, iludidos que estão por tanta bruma): Abram os olhos, acendam a luz, usem todos os seus sentidos e tentem perceber que esta cidadela pode estar bem mais perto do que se pensa...

  • Se há alguns que entendem que esta história de fábula nada tem de fábula, mas que se constitui num puxão de orelhas, se usarmos os termos que antigamente nossos pais, avós ou bisavós utilizaram para que apurássemos nossa percepção do mundo e das coisas, isto significa que nem tudo está perdido...

  • No Reino do Absurdo prevalece a tal pílula azul... Todos se acomodaram... Não há espaço, tempo, disposição e vontade de engolir a pílula vermelha e virar a mesa de cabeça para baixo...


Por João Luís de Almeida Machado

15 de setembro de 2009